Se quer descobrir como funciona uma cirurgia de implantes dentários na OralPlan, perceba primeiro porque o tempo pode alterar as condições encontradas quando finalmente decide avançar com uma reabilitação oral.
Uma das perguntas que os pacientes colocam ao Dr. Cassis é: qual é o momento certo para realizar uma reabilitação total sobre implantes? Do ponto de vista clínico, quanto mais favoráveis forem as condições dos tecidos e da estrutura óssea, melhor será o ponto de partida para estudar o tratamento.
Mas existe também outro tempo, muito mais pessoal: aquele durante o qual o paciente adia recuperar o sorriso, a confiança e determinadas funções que perdeu.
Neste artigo ficará a saber:
- O que pode acontecer quando adia uma cirurgia de implantes dentários;
- Porque é que a estrutura óssea é importante no planeamento;
- Se é possível realizar implantes depois de vários anos sem dentes;
- Como são avaliados casos com maior complexidade;
- Porque é que existe também um tempo que depende da decisão do paciente.
O que pode acontecer quando adia uma cirurgia de implantes dentários durante vários anos?
Quando um dente é perdido, a região onde estava inserido deixa de receber os mesmos estímulos funcionais.
Com o passar do tempo, podem ocorrer alterações no volume ósseo disponível. A extensão dessas alterações não é igual em todas as pessoas e depende de vários fatores, razão pela qual não é possível determinar a situação clínica apenas pelo número de anos que passaram.
Um paciente que procura tratamento dez anos depois da perda dentária pode, por isso, apresentar condições diferentes de alguém que procura ajuda numa fase mais precoce.
Isso não significa automaticamente que já não possa colocar implantes. Significa que é necessário estudar aquilo que existe no momento da avaliação.
Porque é que a estrutura óssea é importante numa cirurgia de implantes dentários?
Os implantes são colocados no osso e, por isso, a quantidade e qualidade da estrutura óssea disponível são fatores importantes no planeamento.
Antes de uma cirurgia de implantes dentários, o médico dentista avalia os exames clínicos e imagiológicos necessários para compreender a anatomia da região e determinar as possibilidades de tratamento.
Em determinados casos, podem ser necessários procedimentos adicionais ou estratégias cirúrgicas adaptadas às condições encontradas.
É precisamente por isso que dois pacientes que perderam os dentes há dez anos não têm necessariamente o mesmo plano de tratamento.
O tempo é relevante, mas é o diagnóstico atual que determina as possibilidades clínicas.
É demasiado tarde para realizar uma cirurgia de implantes dentários?
Esta é uma preocupação frequente entre pessoas que adiaram o tratamento durante muitos anos.
Ter esperado cinco, dez ou mais anos não permite concluir, por si só, que já não existe possibilidade de reabilitação com implantes.
Na experiência clínica relatada pelo Dr. Cassis, a equipa tem conseguido encontrar abordagens para pacientes que chegam com diferentes condições ósseas e diferentes graus de complexidade. No entanto, cada situação precisa de ser avaliada individualmente.
Não seria correto afirmar que existe uma solução com implantes para todas as pessoas.
Existem condições de saúde, características anatómicas e outros fatores que precisam de ser considerados antes de determinar se uma cirurgia de implantes dentários é indicada e qual a técnica mais adequada.
Como é planeada uma cirurgia de implantes dentários num caso mais complexo?
Quanto mais complexa é a situação encontrada, mais importante se torna o diagnóstico e o planeamento.
A equipa precisa de perceber não apenas onde existem dentes em falta, mas também avaliar a estrutura óssea, os tecidos, a função e as necessidades da futura reabilitação.
Exames imagiológicos e ferramentas digitais podem fornecer informação adicional para estudar estas estruturas e preparar o tratamento.
Conheça como o planeamento ajuda a preparar uma cirurgia de implantes dentários e perceba porque a informação recolhida antes da intervenção é importante para a comunicação entre a equipa clínica e o laboratório.
O objetivo não é compensar o tempo perdido com pressa. É compreender as condições atuais e definir uma abordagem adequada ao caso.
Existe outro tempo para além do tempo clínico?
Existe. E é precisamente esse o ponto central da reflexão do Dr. Cassis.
Enquanto a equipa clínica pode estudar as condições existentes e procurar soluções adequadas para situações de diferentes graus de complexidade, há anos que pertencem exclusivamente à vida do paciente.
São os anos em que alguém pode continuar a evitar determinados alimentos, esconder o sorriso numa fotografia ou sentir-se menos confortável em situações sociais.
Nem todas as pessoas vivem a perda dentária da mesma forma, pelo que também não devemos assumir que todos os pacientes terão estas experiências. Mas, para quem sente que a situação dentária está a afetar o seu quotidiano, adiar a decisão pode significar prolongar essas limitações.
É aqui que o “tempo certo” deixa de ser apenas uma questão clínica.
Cirurgia de implantes dentários: o tempo clínico avalia-se, o momento de decidir é seu
Quando alguém chega à OralPlan depois de dez anos sem procurar uma solução, a primeira pergunta não deve ser simplesmente: “Porque esperou tanto tempo?”
A pergunta mais importante é: “Quais são as condições que temos hoje e o que podemos fazer a partir daqui?”
Do ponto de vista clínico, o tempo pode provocar alterações que precisam de ser consideradas. Algumas situações serão mais simples e outras poderão exigir um planeamento mais complexo.
Mas existe uma dimensão que nenhum procedimento consegue devolver: o tempo durante o qual aquela pessoa deixou de fazer algo que era importante para si.
É nesse sentido que a mensagem do Dr. Cassis ganha força: o tempo clínico pode ser estudado pela equipa; o momento de procurar uma solução pertence ao paciente.
Se tem adiado uma reabilitação porque pensa que esperou demasiado tempo, marque uma consulta para avaliar se uma cirurgia de implantes dentários é indicada para a sua situação. A equipa poderá avaliar as condições atuais e explicar quais as possibilidades de tratamento para o seu caso.
Sobre o autor
Dr. Cassis Clay
Diretor Clínico, Implantologia e Reabilitação Oral
Cédula profissional Nº6400
Sou médico dentista há mais de 20 anos e dedico a minha prática clínica à Implantologia e à Reabilitação Oral. Ao longo do meu percurso, tenho trabalhado com foco na precisão dos tratamentos e na recuperação da função e do conforto dos pacientes.
Sou fundador da OralPlan e acompanho de perto a evolução clínica da equipa enquanto Diretor Clínico do grupo. Desenvolvi também o UNIX planner, um método clínico que estrutura o diagnóstico, o planeamento e a execução de tratamentos complexos de forma mais previsível. Este trabalho de investigação foi distinguido com o Prémio de Saúde Oral 2023.
Acredito que a medicina dentária deve ser feita com rigor, tecnologia e uma relação de confiança que é construída desde a primeira consulta.
O meu objetivo é ajudar cada paciente a recuperar função, conforto e confiança no dia a dia.

